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Peça ajuda!

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“Alguém pode, por favor, me explicar aonde se esconderam as últimas pessoas com resquícios de humanidade? Sim, aquela gente que sente, sobretudo, muito, e não se envergonha disso. Que não se esconde atrás de indiretas e piadinhas de mau gosto, como se o mundo todo, de repente, tivesse se resumido a isso?

Tanta gente precisando de gente de carne, osso e coração, e as pessoas se parecendo cada vez mais com estátuas. Lindas, esculturais e vazias. Com amigos incríveis, paisagens de tirar o folego, delícias da culinária mundial, e tudo isso resumido a fotos. Dedinhos em forma de legal ou corações vermelhos repletos de momentos perdidos esperando e procurando o ângulo perfeito.

Queria, de verdade, que a minha vida não se convertesse a uma linha do tempo. Cronológica, sim, mas longe de esconder meus reais momentos. Meus mais fortes sentimentos.

A gente se perde, todo dia, um pouquinho mais de quem a gente realmente é. Do que a gente realmente quer. Compramos sonhos parcelados e aceitamos empréstimos de felicidade com juros e correção monetária em lágrimas. Tudo isso para impressionar pessoas que a gente, nem de longe, gostaria de causar uma boa impressão.

Não se perca de quem você ama porque o mundo quis assim. Não deixe de estender uma mão, emprestar um colo ou talvez os dois ouvidos, olhos, a quem realmente precisa de você. Amigos, amores, são para isso – serem uma extensão da gente em outros corpos. E, juntos, os dois eus dividirem o peso que um só não conseguiria. Amigo, não afunde sozinho. Peça ajuda!”

Matheus Rocha

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